Segundo ele, governo não está preparando novas medidas contra a crise.
Governo não está mais preocupado agora do que estava antes, disse.
Governo não está mais preocupado agora do que estava antes, disse.
No final de julho, diante de um cenário de queda acentuada da cotação do dólar, o governo decidiu taxar em até 25% as operações feitas por investidores brasileiros e estrangeiros no Brasil com instrumentos financeiros chamados de derivativos financeiros, usados como apostas das empresas e bancos, brasileiros e estrangeiros no mercado futuro - que pressionam para baixo a cotação do dólar.
Essa cobrança do IOF, disse Mantega à época, funcionaria como um "pedágio" contra a especulação no mercado futuro.Com a maior taxação o volume de dólares que entra no país tende a diminuir, o que reduziria a cotação. Os derivativos cambiais têm grande influência na formação de preços da moeda norte-americana no mercado à vista.
Com a acentuação da crise no cenário exterior, no entanto, o dólar teve forte valorização ante o real, levando o mercado a acreditar que o governo poderia retroceder na taxação sobre os derivativos.
Crise grega
Mantega também reiterou que o governo não está mais preocupado agora com a crise do que estava antes.
Ele afirmou que não vê possibilidade de "default" (calote) da Grécia nesta semana. Ele disse que pôde constatar, durante a reunião do G-20, na semana passada, que a Grécia tem cumprido todas as obrigações com o fundo europeu e o Fundo Monetário Internacional (FMI). "A Grécia está cumprindo as obrigações. Não há nada iminente, pelo contrário. Os mercados estão mais tranquilos hoje."
Mantega disse que, enquanto a Grécia cumprir com estas obrigações, vai receber recursos para os vencimentos da dívida. "Olhei detalhadamente as contas da Grécia e me parecem sustentáveis", disse, em breve pronunciamento na portaria do Ministério da Fazenda.
Fundo europeu
Mantega avaliou que o caminho a seguir para tentar conter os efeitos nocivos da crise das dívidas nos países europeus é a aprovação, o quanto antes, do novo fundo financeiro do continente para ajudar as economias em maior dificuldade. "A exemplo do que o FED (banco central norte-americano) fez nos Estados Unidos, esse fundo (europeu) tem de ser aprovado logo para que a situação fique sob controle. Mas, mesmo assim, a crise vai continuar", afirmou o ministro.
Para Mantega, a criação desse fundo "tem que ser feito com rapidez". A União Europeia está demorando "um pouco" para resolver seus problemas, segundo ele.
Mantega explicou que a alternativa do fundo europeu servirá para evitar uma "agudização" da crise, mas não evitará uma recessão nas economias norte-americanas e europeias. Para o ministro, "o Brasil está preparado para enfrentar essa situação difícil".
Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/09/governo-nao-vai-mudar-iof-afirma-mantega.html
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