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terça-feira, 27 de setembro de 2011

BC vê 'esgotamento' de políticas de juros em economias maduras

Para Tombini, do BC, políticas não convencionais tem resultados ambíguos.
Dívida alta gera perda de valor dos títulos soberanos e PIB baixo, diz ele.


O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, avaliou nesta terça-feira (27), durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, que o cenário internacional se deteriorou nos últimos anos por conta do custo das políticas utilizadas pelos governos para evitar a propagação da crise de 2008, quando houve o "salvamento" de bancos.

Ele acrescentou que, no momento, as economias mais maduras estão sofrendo do "esgotamento" das suas políticas convencionais, como a política monetária (possibilidade de baixar a taxa de juros para estimular suas economias) e de gastos (aumento de despesas públicas para evitar uma desaceleração do crescimento).

Em sua visão, há um "espaço reduzido" para ampliar gastos públicos nestas economias e muitas delas, inclusive, terão de diminuir gastos para reduzir seus déficits, ou mesmo gerar superávits. No caso da política monetária (definição da taxa de juros), Tombini lembrou que as taxas de juros já estão próximas de zero, enquanto que os juros reais (após o abatimento da inflação) estão negativos. "Os instrumentos não convencionais (quantitative easing, por exemplo) têm resultados ambíguos", declarou.

"O problema está nas economias maduras. Estamos vivendo reflexos da crise de 2008 e das respostas que foram adotadas naquele período, e as consequências sobre a economia. Há um esgotamento das políticas macroeconômicas convencionais lá fora. O cenário internacional tornou-se mais complexo em meses recentes. Em 2008, houve uma reação sem precedentes, coordenada pelo G20 para colocar um piso na deterioração financeira e evitar uma depressão econômica. Isso gerou resultados. Houve mais tranquilidade a partir do segundo semestre de 2009, com recuperação das economias, mas que não se mostrou sustentável", declarou Tombini.

Segundo ele, o custo financeiro das políticas macroeconômicas adotadas para sair da primeira etapa da crise financeira internacional gerou consequências sobre as finanças públicas dos países mais desenvolvidos. "Houve um forte peso sobre as finanças públicas de várias economias do globo. Várias economias usaram quantidade grande de estímulos e não tiveram oportunidade de revertê-los. Essas economias têm menos munição contra a crise. Temos um circulo vicioso em economias maduras. Com elevada relação dívida/PIB, o risco soberano está subindo, gerando perda de valor para os títulos, o que tende a gerar baixa perspectiva de crescimento econômico", concluiu o presidente do BC.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/09/bc-ve-esgotamento-de-politicas-de-juros-nas-economias-maduras.html

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dólar tem novo dia de alta e chega a R$ 1,90

BC anunciou venda da divisa no mercado futuro nesta quinta-feira.
É a maior cotação de fechamento desde setembro de 2009.


Nem a intervenção do Banco Central conseguiu impedir que o dólar voltasse a subir com força nesta quinta-feira (22).

A moeda norte-americana fechou vendida a R$ 1,90, com alta de 2,26% sobre o fechamento da véspera. É a maior cotação de fechamento desde setembro de 2009.

Durante a manhã, perto das 10h, a divisa chegou a subir 4,66%, a R$ 1,952 na venda.

Para interromper a disparada da moeda nesta quinta, o BC voltou a usar contratos de swaps tradicionais pela primeira vez desde junho de 2009.

No início dos negócios, a moeda chegou a subir quase 5%. A disparada fez o BC intervir e realizar uma oferta de contratos de "swap cambial" tradicionais - que equivalem à venda de divisas no mercado futuro. Com a medida, a moeda chegou a cair, mas voltou a mudar de rumo no meio da tarde.

Do valor de até US$ 5,6 bilhões da oferta em contratos de "swap", US$ 2,71 bilhões (cerca de metade da oferta), foram vendidos pelo BC. Esse tipo de operação, que tende a amenizar as pressões de subida do dólar no mercado à vista, não era realizado desde 26 de junho de 2009, quando o Brasil ainda sentia os impactos da primeira etapa da crise financeira internacional.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2011/09/dolar-tem-novo-dia-de-alta-e-chega-r-190.html

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Brasil deve crescer menos com mais inflação

A previsão do FMI, que rebaixou nesta terça a previsão de crescimento do PIB brasileiro em 2011 para 3,8%, corrobora o que analistas e economistas brasileiros já esperam. Até então, o Fundo ainda tinha uma expectativa (4,1%) bem melhor do que o mercado interno, que havia rebaixado suas previsões para um PIB menor que 4% há mais de dois meses.

Pelo ultimo boletim Focus do Banco Central, com previsões do mercado para indicadores econômicos, o país deve crescer até 3,7% este ano. Até aqui, está tudo como esperava o BC que, desde o começo do ano, atuou para frear o aquecimento econômico para evitar um aumento descontrolado da inflação.

Mas quem não está se comportando tão bem é a própria inflação. Após o resultado do IPCA-15 de setembro divulgado pelo IBGE, alguns bancos e consultorias passaram a prever um cenário que não parece estar nos planos do BC para este ano. O índice ficou bem perto do que esperava o mercado, mas continua apontando para uma inflação resistente à queda e propensa a estourar o teto da meta de 6,5% este ano. Agora, no período de 12 meses, ela está em 7,33%.

Quando, e se, isso acontece, o BC é obrigado a enviar uma carta aberta ao ministro da Fazenda explicando os motivos do descumprimento da meta de inflação e indicando o que pretende fazer para trazer o índice de volta ao seu devido lugar. O devido lugar definido pelo governo é 4,5% ao ano, objetivo firmado para até 2013.

Entre 2001 e 2004 o limite da inflação ultrapassou o teto das metas estipuladas pelo governo. Durante esse período, o BC pediu um ajuste para cima nas metas a serem cumpridas, em função dos choques que a economia brasileira sofreu naqueles anos.

A partir de então, houve apenas duas situações em que o Copom conseguiu calibrar os juros na dose certa para alcançar o centro da meta de inflação. Em 2007 o IPCA fechou em 4,46%, e em 2009, em 4,31%. No ano passado, o indicador oficial ficou em 5,91%, mais próximo do teto de 6,5%. Desde que foi criado, em 1999, o regime de metas para inflação estipula o objetivo central do BC e as bandas de acomodação do índice, que no Brasil são de dois pontos percentuais para cima e dois para baixo.

Na última reunião do Copom, em agosto, os diretores do BC decidiram baixar os juros básicos em 0,50 pontos percentuais, prevendo que uma piora considerável da crise mundial surtiria efeitos maléficos e, ao mesmo tempo, desinflacionário na economia brasileira.  O movimento foi considerado mais do que ousado por muitos economistas, independentemente da percepção de que poderia ter havido pressão política do governo para a redução.

A justificativa econômica para discordância com a atitude do BC é interna e tem se mostrado mais forte do que se deveria esperar. A inflação do país continua rodando acima do desejável, bem acima da meta, por um período que vai além de todo o ano de 2012, que ainda nem começou. O mesmo boletim Focus que prevê menor crescimento para o Brasil, espera desde já um IPCA de 5,5% para o ano que vem.

Depois do FMI falta o governo brasileiro assumir oficialmente suas uma redução nas expectativas para o crescimento da economia este ano. Coisa que o presidente do BC Alexandre Tombini já avisou que está prestes a fazer, e o ministro da Fazenda Guido Mantega também. O que ainda não está claro, e poderia ficar mesmo que o BC não precise escrever uma carta ao governo se não conseguir cumprir a meta de inflação em 2011, é como Tombini pretende levar a inflação para o centro da meta de 4,5% em 2012, como tem afirmado constantemente depois da última decisão do Copom.

Esse objetivo parece mais desafiador e contraditório se o governo não abrir mão de manter a economia brasileira em trajetória crescente, mesmo que em menor ritmo, enquanto os maiores do mundo estiverem lutando para manter a economia de pé, ainda que estacionada.

Fonte: thais.heredia, em 20 de Setembro de 2011.


Mudança: um desafio para você?

Sair da zona de conforto é complicado para muita gente, mas mudanças não podem ser encaradas como bichos de sete cabeças

No ambiente de trabalho, muitas vezes, as mudanças são encaradas como obstáculos à continuidade de um trabalho. Mas também pode ser vistas como uma oportunidade superar desafios. E é aí a chave do negócio.

De acordo com o gestor de carreira Sidney Alves, da RH Capital, o funcionário deve ter em mente que demonstrar resistência a alterações no cotidiano da empresa pode ser visto pelos gestores e líderes como um ponto negativo. "Os desafios promovem o crescimento profissional e estimulam a inovação", destaca.

No início, as novas responsabilidades ou mudanças podem assustar e até tirar o sono do profissional, mas tudo deve ser visto com naturalidade, refletindo amadurecimento nas questões profissionais. Novas metas devem ser perseguidas com vontade e sem pensamentos negativos. "Se o funcionário recebeu uma meta é sinal de que ele é visto como uma pessoa que tem capacidade para atingi-la. As mudanças são benéficas, pois impedem a estagnação dos talentos e promovem o desenvolvimento", considera.

Outra vantagem de enfrentar novos desafios é superar limites e se surpreender com competências que estavam adormecidas ou escondidas pela ociosidade. Isto possibilita a busca de novos horizontes dentro da própria empresa ou da carreira. "Ao impor mudanças a empresa também demonstra que possui confiança nos profissionais e estes por sua vez se sentem mais valorizados. Além disso, o currículo também fica enriquecido, já que é importante apresentar os resultados conquistados dentro de uma companhia", observa Sindney.

O profissional deve aproveitar a chance para aprimorar as competências que já possui e ainda propor outras inovações que beneficiem o dia a dia no trabalho e tenham como resultados a melhora no clima organizacional e até o aumento na produtividade. Atingir metas contribui ainda para aumentar a motivação e a integração da equipe, especialmente pela importância dada pelas empresas ao trabalho coletivo.

Fonte: administradores.com, em 16 de setembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Gestão do nome contribui para melhorar a imagem do profissional no mercado

Conhecimento, liderança e capacidade de negociação são características essenciais para se destacar no mercado. Mas, segundo especialistas em recursos humanos, trabalhar o nome como se fosse uma marca também pode ajudar o profissional a elevar sua reputação. Uma das dicas é o funcionário observar como costuma ser lembrado com maior facilidade por recrutadores e outros profissionais.

Para o coach de executivos Sílvio Celestino, o ideal é testar qual nome apresenta maior sonoridade e impacto no momento de se apresentar. É recomendável evitar usar nomes do meio, que são de difícil memorização:

- Deve-se utilizar o nome que for mais forte, para ser lembrado pelas pessoas de sua área de atuação. Na maioria das vezes, ele acaba sendo escolhido pelo próprio mercado. Há muitas alternativas: desde a pessoa ser identificada pelo nome e sobrenome, pelo nome e a empresa em que trabalha ou até por aquele utilizado em e-mails ou redes sociais.

Apelidos e abreviaturas, no entanto, não são adequados para relações profissionais, afirma Celestino. Embora conheça executivos altamente qualificados que são conhecidos por seus apelidos, o especialista aconselha que sejam evitados:

- Embora não haja uma regra, é importante que a ""marca"" escolhida funcione de forma favorável à carreira do profissional.

Fátima Sanchez, gestora do Instituto Personal Service, por sua vez, acha que nomes no diminutivo são ruins, pois acabam diminuindo a pessoa, transmitindo uma imagem fragilizada. E completa:

- É aconselhável criar uma marca única e utilizá-la em todos os meios, como cartão de visitas e assinatura de e-mail, entre outros.

Já a iniciativa de vincular o nome ao da empresa gera opiniões divergentes. Fátima, por exemplo, acha melhor não fazê-lo, já que o profissional pode mudar de trabalho a qualquer momento.

- Além disso, qualquer problema com a empresa poderá denegrir o nome do funcionário - diz.

Celestino, por sua vez, não vê grandes problemas de atrelar o nome ao da empresa, desde que não haja exageros e que a pessoa tenha consciência de que isso é temporário:

- A pior coisa que pode ocorrer a alguém é achar que, pelo fato de ter um cargo elevado ou trabalhar em uma empresa respeitada, adquire direitos sobre a organização e as pessoas que nela atuam.

Mas todos concordam que a melhor forma de o profissional gerir com sucesso o seu nome é frequentar eventos que agreguem conhecimento e ampliem a sua rede de contatos, bem como participar de grupos e fóruns de discussão sobre a sua área de atuação. São esses os momentos para emitir opiniões e análises bem fundamentadas:

- Deste modo, seu nome será identificado no setor em que atua e, mesmo que mude de cargo ou empresa, manterá sua visibilidade - completa o coach.

Gerente executiva da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Priscilla Telles afirma que, além de se preocupar diretamente com o nome, os profissionais também devem conduzir suas carreiras como se estivessem administrando o próprio negócio. Ou seja, de maneira estratégica e visando o desenvolvimento e o aumento de participação no mercado por meio de realizações e méritos:

- Essa conduta leva ao reconhecimento que, associado a um bom networking, aumenta a empregabilidade.

Mais do que ter um cargo importante, dinheiro ou trabalhar em uma empresa respeitada, é essencial o profissional ter uma boa reputação, completa Celestino:

- O ideal é se preocupar em gerir seu nome no mercado "on" e "off-line", de modo a ter credibilidade e uma boa reputação ao longo do tempo. E, caso cometa algum erro, conserte e peça desculpas. O segredo é ser humilde e íntegro.
 
Fonte: O Globo on line